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Redes sociais para psicólogos: o que postar e o que evitar

Você não precisa viralizar. Uma rede, dois posts calmos por semana e um site que assume dali em diante bastam para trazer os pacientes certos.

4 de novembro de 2026 · 6 min de leitura

Um site de psicologia criado pela Delas
yourpractice.com
Um site de psicologia criado pela Delas

Redes sociais para psicólogos têm uma fama estranha. Alguns guias fazem parecer que são o único jeito de encher a agenda, outros fazem parecer uma armadilha ética. Se você é psicóloga e passa o dia atendendo, as duas versões cansam, e nenhuma diz o que postar na segunda-feira.

Nós vemos o outro lado. Quando uma nova paciente procura um dos consultórios para os quais criamos sites, muitas vezes foi nas redes que ela ouviu o nome pela primeira vez, e foi no site que decidiu escrever. Então o papel dos seus posts não é fazer terapia em público. É ajudar a pessoa certa a reconhecer você e dar um pequeno passo até o seu site.

Este é o jeito que sugerimos às psicólogas com quem trabalhamos, e o que dizemos para evitar.

A resposta curta: escolha uma rede onde seus futuros pacientes já estão, monte um perfil que leve ao seu site e poste duas vezes por semana usando quatro tipos de post. Evite tudo que possa identificar um paciente, usar preço como chamariz ou prometer resultado, que o Código de Ética do psicólogo não permite. Depois, deixe o site responder às dúvidas e receber os agendamentos.

Escolha uma rede, não cinco

Muitos guias listam todas as redes. Na prática, uma conta bem cuidada vale mais do que cinco largadas, e a escolha fica fácil quando você parte de quem atende.

  • Instagram serve para a maioria das psicólogas que atendem adultos individualmente. Posts curtos e vídeos deixam a pessoa ouvir como você fala antes de conhecer você.
  • LinkedIn serve para quem quer indicações de médicos, psiquiatras, RH de empresas e outros profissionais.
  • Facebook serve para quem atende pais e famílias em uma cidade, onde grupos locais ainda contam.

TikTok e YouTube também funcionam, se você já gosta de gravar vídeos. Se não gosta, não são obrigatórios.

Monte um perfil que leve ao seu site

O perfil é lido no tempo de uma rolagem, então ele precisa de três coisas. Primeiro, seu nome completo, a palavra psicóloga e o CRP com o número, que o artigo 20 do Código de Ética exige em toda divulgação. Segundo, quem você atende, com as palavras do paciente e não com termos clínicos. Terceiro, o link do seu site, de preferência para a página onde a pessoa marca a primeira conversa.

Use a mesma foto, o mesmo nome e a mesma frase sobre quem você atende em todos os perfis e no site. Quando alguém sai do post e chega ao site, precisa sentir que é a mesma pessoa.

Os posts ajudam as pessoas a reconhecer você. O site é onde elas decidem chamar.

Poste quatro tipos de coisa

Você não precisa inventar ideias novas toda semana. A maior parte dos bons posts de psicólogas cabe em quatro tipos, usados em rodízio.

  • Explique uma coisa. Uma preocupação comum dos seus pacientes, em palavras simples, com uma ideia para levar. Conteúdo informativo pode, orientação para um caso específico não.
  • Mostre como você trabalha. Como é a primeira sessão, quanto tempo dura, se você atende online ou presencialmente, como funciona o recibo para reembolso. São esses posts que tiram as dúvidas que impedem a pessoa de escrever.
  • Deixe as pessoas conhecerem você. Seu rosto, sua voz, seu consultório. As pessoas escolhem uma psicóloga com quem se sentem seguras, e isso começa ao ver você.
  • Ajude quem indica. Um post curto para médicos, escolas ou outras psicólogas sobre quem você atende e quando vale encaminhar alguém.

Dois posts por semana bastam. Escreva todos de uma vez no começo do mês, agende e reserve alguns minutos por dia para responder comentários de forma geral.

Evite o que o Código de Ética não permite

É aqui que as redes da psicóloga são diferentes das de qualquer outro negócio. A cartilha de publicidade profissional do CRP-MG, atualizada em abril de 2026, resume as regras do artigo 20 do Código de Ética:

  • Preço não pode ser propaganda. Nada de promoção, desconto, pacote ou "valor social" como chamada. O valor é combinado em particular, antes de começar.
  • Sem previsão de resultados. Você pode descrever objetivos e possíveis benefícios do trabalho, nunca garantir um resultado.
  • Nada que identifique um paciente. Dados, imagens, mensagens ou diagnósticos não podem aparecer. Mesmo relatos anônimos e autorizados não são recomendados quando o objetivo é divulgar o seu trabalho.
  • Sem sensacionalismo. Nada de exagerar para mexer com as emoções e criar demanda.

A mesma cartilha recomenda perfis pessoais e profissionais separados, e lembra que respostas a perguntas do público precisam ter base científica, porque uma resposta genérica, sem avaliação, pode prejudicar quem perguntou. Por isso, não peça que as pessoas contem a situação delas por mensagem direta. Convide para marcar uma conversa pelo seu site.

As avaliações que pacientes deixam por conta própria no seu Perfil da Empresa no Google continuam lá e ajudam quem pesquisa você. Nos posts, a confiança vem de outro lugar: sua formação, sua abordagem e uma explicação clara de como funcionam as sessões.

Transforme seguidores em primeiras conversas

Um seguidor ainda não é um paciente. O passo entre os dois quase sempre acontece no seu site, então todo post deve ter um próximo passo tranquilo: "Se isso faz sentido para você, o link para marcar uma primeira conversa está na bio."

Isso só funciona se a página por trás do link responder o resto: quem você atende, como trabalha, se atende online, como funciona o reembolso e um formulário simples que não pede detalhes de saúde. Para a maioria das psicólogas que atendem sozinhas, um site One Page já faz isso bem, e passamos por cada parte no nosso guia sobre o que colocar em um site para psicólogo.

Quando quiser alcançar mais gente

Duas coisas fazem crescer o que você já construiu. A primeira é transformar seus melhores posts em artigos no seu site. Um post some em poucos dias, enquanto um artigo continua aparecendo no Google por meses, desde que novos artigos continuem chegando. Se você prefere não escrever, o nosso Rooted SEO, que abre em breve com lista de espera, escreve e publica esses artigos no seu site por você.

A segunda são os anúncios. Posts pagos no Instagram e no Facebook trazem pessoas mais rápido, e funcionam melhor quando o seu site já explica com clareza quem você atende. Quando chegar a hora, o nosso serviço de Meta Ads, que também abre em breve, cuida deles para você, sempre dentro das regras de publicidade do CFP.

As redes são uma parte de um quadro maior. Para ver onde elas entram ao lado das plataformas, da busca local e das indicações, leia nosso guia de marketing para psicólogos, ou fale com a gente e olhamos juntas o seu perfil e o seu site.

Perguntas de psicólogas sobre redes sociais

Duas vezes por semana é uma boa meta para um consultório individual. Isso leva cerca de duas horas por mês se você escrever os oito posts de uma vez, e dá para manter o ano inteiro.

O Instagram, para a maioria das psicólogas que atendem adultos individualmente. Escolha o LinkedIn se quiser indicações de médicos e outros profissionais de saúde, e o Facebook se atende famílias em uma cidade só.

Seu nome completo, a palavra psicóloga, o CRP com o número, quem você atende e o link do seu site. Nome e CRP são exigidos em toda divulgação pelo artigo 20 do Código de Ética do psicólogo.

Não responda de forma pessoal. Uma resposta que mostre que ela é sua paciente quebra o sigilo, então deixe sem resposta ou responda de forma geral, como responderia a qualquer pessoa.

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One Page Web Design, a partir de R$997 (oferta de lançamento até 31/12, depois R$1.297).

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